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Importância do pré-parto em vacas leiteiras

24/08/21
Você sabe a importância de um bom planejamento para o período de pré-parto das vacas de leite?
           
Fundamental para o pré-parto, o planejamento conduz as tomadas de decisões que serão colocadas em prática durante a preparação dos animais com manejos adequados, que zelarão sempre por bem-estar e saúde animal, o que reflete diretamente em mais produção e em evitar percas e prejuízos econômicos ao pecuarista de leite.
 
 
Importância do pré-parto – Vaca leiteira
 
O período seco é necessário para que o animal tenha um descanso produtivo, pensando em melhorar a saúde do úbere, recuperando o mesmo para que possa expressar todo seu potencial produtivo na próxima lactação. Esta “secagem” é ideal que se ocorra 60 dias antes do parto.
Durante este período seco, os últimos 21 dias são os mais importantes, pois é neste período que realizamos a dieta de pré-parto (aniônica), sempre cuidando da sanidade animal, com foco em uma nutrição adequada para boas respostas futuras.
 
Para que tenhamos bons resultados, se faz necessário a utilização de alguns acompanhamentos por pHmetro digital, somente assim o pecuarista enxergara os resultados da dieta aniônica, como podemos observar na imagem abaixo:

Figura 1: Medição de pH urinário, utilizando o equipamento pHmetro digital.

(Fonte: Próprio autor)

Com o pHmetro digital pode-se observar e identificar alguns fatores que venham a interferir no funcionamento desta dieta de transição, sendo os mais frequentes:

Escore de condição corporal

A atividade lipolítica no tecido adiposo é regulada por diversos fatores, e o que vem mais se destacando é o escore de condição corporal (ECC) ao parto. Este índice representa qual a condição de armazenamento de reservas corporais retidas no corpo do animal (Herdt, 2000).
Segundo Waltner et al., (1993) o monitoramento do ECC, em animais de alta produção na época do parto, faz com que se possa chegar em uma condição ideal para evitar desordens metabólicas no pós parto imediato. Quando animais nesta fase apresentam resultados de ECC em torno de 3,0 a 3,5, as desordens metabólicas são menos frequentes e consequentemente estes animais passarão por uma lactação mais produtiva (Domecq et al., 1997).
 
Estresse calórico

Em situações de altas temperaturas, associadas a um clima de umidade relativa mais alta e com radiação solar intensa, o equilíbrio térmico não consegue ser mantido pelos animais, fazendo com que acabe ocorrendo processos que elevam a temperatura corporal (Silanikove, 2000). Conforme a hipertermia aumenta, ocorre a diminuição da eficiência termorreguladora. O aumento da secreção de ACTH causada pelo estresse calórico, afeta o balanço hidroeletrolítico, fazendo com que haja um aumento significativo na retenção de Sódio e Potássio (Forbes, 1962; NRC, 1980).
Com o aumento das concentrações de Na e K, faz com que o balanço cátio-ânionico seja afetado, já que estes são consideradas as principais fontes de cátions (Block, 1994). Com isso a um equilíbrio ácido-básico, fazendo com que a leve acidose sanguínea da dieta pré-parto não ocorra, trazendo consigo problemas metabólicos.


 
 Evite complicações com o período de transição

Neste período o animal tem sua capacidade de ingestão alimentar reduzida, pois o mesmo conta com um feto que está ocupando grande parte da cavidade abdominal, limitando o espaço físico para a ingestão de alimentos.
Com isso o pecuarista precisa focar em uma nutrição adequada para alcançar bons resultados:
  • Fonte de volumoso adequada, que não tenha grandes quantidades de potássio, que influencia diretamente nos resultados do pré-parto. O produtor precisa focar em pastos mais secos, ou na utilização de silagens e fenos.
 
  • Outro ponto de observação, é a utilização de alimentos concentrados (ração), que não podem ser fornecidos aos animais que estão em pré-parto, nem mesmo os suplementos minerais, pois podem causar efeitos negativos sobre a mobilização necessária.
Além desses pontos de observação, o pecuarista de leite precisa focar em elementos chaves para alcançar melhores resultados, dentre eles estão:

Colina

A colina é uma vitamina hidrossolúvel, produzida por microrganismos ruminais. Ela é necessária em quantidades maiores para ser componente de fosfolipídios (lecitina) e de neurotransmissores, que faz com que a demanda exceda a capacidade de produção do rúmen, sendo necessária sua suplementação especialmente em vacas leiteiras durante o período de transição.
Sua principal função é a participação na síntese de lecitina, esfingomielina e acetilcolina. Neste momento da transição, o foco se dá em cima da lecitina, que por vez, participa no processo de absorção e transporte das gorduras no fígado e da sua posterior mobilização hepática. Sua deficiência vai causar problemas de mobilização de gordura hepática por conta da redução das lipoproteínas (Zeoula & Geron, 2006).
Vacas leiteiras no periparto e início da lactação, ou seja, em fase de transição fazem com que haja grande mobilização de ácidos graxos do tecido adiposo para suprirem os seus requisitos energéticos, fazendo com que aumente os níveis de ácidos graxos não esterificados (AGNE) no sangue (Piepenbrink e Overton, 2003). Em ruminantes a capacidade hepática de oxidar e exportar ácidos graxos como VLDL é baixa, o que faz com que ocorra uma esteatose hepática, que é o acúmulo de gordura nas células do fígado (Overton et al., 1999).
Sendo assim a exigência de se aumentar a exportação hepática de triglicerídeos é mais crítica neste período de início de lactação, o que justifica a suplementação de colina neste período de transição, para aumentar a síntese de VLDL e evitar problemas metabólicos subsequentes (Cooke et al., 2007).
 
Vitamina E

O status imunológico da vaca de leite pode ser afetado durante as últimas semanas do pré-parto, devido a sua condição nutricional, baixos níveis de vitamina E, selênio e zinco que fazem com que haja uma redução na atividade leucócita, devido ao aumento do estresse oxidativo (Erskine, 1993).
Provavelmente o mais importante oxidante lipossolúvel seja a Vitamina E, nos sistemas biológicos e na peroxidação de ácidos graxos poli-insaturados presentes na membrana (Weiss et al., 1995).
A vitamina E se faz presente em grandes quantidades nas forragens, porém, quando as mesmas são conservadas em maneira de feno ou silagem, grande parte destas vitaminas se perdem através da radiação solar e dos processos fermentativos. Estudos vêm demonstrando a necessidade de se suplementar com vitamina E animais no período seco e de transição, para ocasionar um aumento na atividade leucocitária (Hogan et al., 1993), e consequentemente reduzir a incidência de mastite e retenção de placenta no pós-parto imediato (Weiss et al., 1995; Hogan et al., 1993).


 
O que posso evitar com o pré-parto
 
O período de transição, que engloba 21 dias antes do parto e 21 dias após o parto, se caracteriza por mudanças tanto endócrinas quanto nutricionais. Quando se ocorrem falhas no manejo nutricional nesse período, aumenta as probabilidades de apresentarem doenças secundarias (Goff, 2008).

Febre do leite ou Hipocalcemia

Doença metabólica que ocorre mais comumente em animais adultos, sendo mais afetados os animais de alta produção (Fleischer et al., 2001).
A enfermidade é caracterizada por um declínio nas concentrações de cálcio do plasma sanguíneo logo após este acontecimento, por conta do aumento das necessidades de cálcio, pois ele é direcionado à produção de colostro e para a lactação. Alguns animais não conseguem fazer a mobilização de cálcio de maneira suficiente, sendo assim, desencadeando a doença da febre do leite (Jacques, 2011).

Retenção de placenta

A retenção de placenta é caracterizada pela dificuldade, ou a não expulsão das membranas fetais em um período inicial após o parto. Este fator ocorre devido a uma falha na desagregação da vilosidade materno-fetal, que é composta pelas carúnculas e cotilédones (Hafez, 2004), por consequências de falhas nutricionais, ambientais e bacterianas (Muhl et al., 2014).
Como toda doença a retenção de placenta também deixa prejuízos, sendo os principais: redução de fertilidade, descarte prematuro de animais, descarte de leite e consequentemente diminuição da produção conforme prescrito por Rajala-Schultz & Grohn, 1998.

Cetose

Uma doença que acomete principalmente animais de alta produção, caracterizando-se pela queda na concentração de glicose e o aumento excessivo de corpos cetônicos no sangue (Fleisher et al., 2001).
Com o início da lactação, os animais passam por um momento de elevada necessidade de energia, em decorrência do aumento da produtividade. Isto associado a uma baixa na capacidade de ingestão de matéria seca, leva o animal a um balanço energético negativo ou também como é conhecido BEN. Com isso ocorre uma alta mobilização de gordura pelo organismo, a fim de tentar suprir a necessidade energética do animal, porém, como consequência a produção dos corpos cetônicos se tornam intensa, ficando acima da capacidade da utilização pelo organismo, desenvolvendo assim o quadro clinico ou sub clinico da cetose (Guard, 2002).


 
Para solucionar todos esses problemas que podem gerar grandes percas econômicas ao produtor de leite, a Minerphós apresenta duas soluções, sendo elas:
Minerphós Pré-Parto: produto a ser diluído com farelos para formulações de raçoes ou concentrados para a inserção nas dietas aniônicas.
M-SEG PRÉ-PARTO: produto completo que se encaixa em todos os sistemas nutricionais para este período, podendo ser deixado a livre disposição no pasto, ou até mesmo ser adicionado a dieta total (misturado a silagem e feno para animais confinados).
 
Resultados obtidos com o M-SEG PRÉ PARTO

O M-SEG PRÉ PARTO foi utilizado em vários animais em diferentes localidades e situações alimentares, a fim de acompanhar seus resultados foi montado um protocolo de acompanhamento de pH urinário com medição no dia inicial do trabalho, no 7º dia após início do fornecimento e no 17º dia após início de fornecimento.

Gráfico 1: Resultados M-SEG PRÉ PARTO.


O fornecimento do M-SEG PRÉ PARTO foi feito das seguintes maneiras:
Fornecimento a livre acesso em um cocho, aonde o animal buscaria sua exigência diária o restante da dieta ficaria a base de silagem de milho, feno e tifton sem adubação.
No segundo estilo de trato o M-SEG PRÉ PARTO foi fornecido forçado conforme a recomendação dos técnicos, misturado com a silagem de milho + feno.
E em uma situação extrema aonde foi fornecido a livre acesso, porém em pastagem de tifton adubada e o complemento da dieta ficou por conta da silagem de milho.
 
Figura 2: Alimentação de animais no período de M-SEG PRÉ PARTO.

 
Figura 3: Animal buscando M-SEG PRÉ PARTO no cocho no modo de fornecimento de livre acesso.

 
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